MÓVEIS PARA BONECAS

Cresci numa pequena cidade no interior do Mato Grosso, na década de 1980. Não tinha asfalto, água encanada e a energia (de motor a óleo) era desligada de madrugada.

Nesse contexto, meus pais sempre se esforçaram para nos proporcionar uma infância feliz - e conseguiram!

Na pandemia, a escola da caçula pediu aos pais e mães que apresentassem brincadeiras típicas de quando eram crianças.

Não tive dúvidas: vasculhei o "depósito" de sucatas, passei a mão em cola, tesoura, retalhos de tecidos (pois não tinha papel de presente) e botões e deixei as doces lembranças marcarem o ritmo, enquanto explicava à minha pequena como era "na minha época": uma mãe dedicada, quatro meninas e um menino dando outra utilidade às incontáveis caixas de fósforo, velas, remédios.

Depois, já "experientes", íamos aperfeiçoando a técnica. Na atualidade, adicionei um pouco de educação ambiental ao processo, que foi tão divertido quanto as brincadeiras que vieram depois.

Os brinquedos continuam inteiros depois de um ano de inúmeras aventuras e histórias vividas com bichinhos e bonecas de brinquedo.

Precisamos incentivar, desde a infância, o respeito a toda forma de vida, consumo consciente e utilização responsável dos recursos existentes.

Tem dado certo!

Práticas enviadas por Andréa Luiza Collet.

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